Depois daquele poema todo lamechas de ontem, resolvi falar-vos de um assunto sério. As tecnologias. Já sei que houve mais de 1349 textos sobre o assunto. A maior parte deles bem melhor que o meu. Mas..temos pena. Apetece-me escrever sobre isto e é o que farei.
Bem sei que houve a globalização e os grandes avanços na tecnologia. Não vou negar que não foi bom. Principalmente na área da medicina, que houve mais maneiras de curar e/ou prevenir certas doenças...Mas vamos ver uma coisa: há miúdos de três anos que já mexem em tablets e vêm vídeos no youtube! Eles ficam sossegados e mal se ouvem, verdade, mas...Eu com a idade deles nem sequer existia Youtube, quanto mais! E quanto as telemóveis na altura, nem devia de haver assim propriamente smartphones. Deviam ser daqueles da idade da pedra. A mudança foi boa, não é isso que está em causa.
O que está em causa é a idade das crianças que mexem nessas coisas tactéis ser cada vez mais nova. E de haver cada vez mais invenções das tecnologias para agradar a cada vez mais miúdos de uma tenra idade. E estou a dizer demasiado "cada vez mais". Eu sei. Temos pena. O que está aqui em questão é o facto de as crianças não pedirem os tablets e os telemóveis (pois teoricamente não sabem da sua existência). Mas sim o adulto dar logo de "livre vontade". Até que ponto não estará a "prejudicar" a criança. Quer dizer, não é prejudicar, é...incentivá-la, digamos assim para este mundo da internet.
O que me leva a outro facto: as crianças são felizes sem internet. Afinal de contas, milhares delas viveram bem com o seu alegre desconhecimento. Porque nem suponham que ia haver algo desse estilo. Elas não precisam daquilo para nada. Têm os brinquedos, a família...para quê "espetar" logo a miúda no mundo da internet. Eles coitadinhos podem carregar à toa e vir parar a outras coisas que os pais não querem que os filhos vejam. Se é para isso, façam aquelas cenas que há da internet segura para crianças, qualquer coisa assim. Pesquisem. O problema é que a maior dos pais não tem isso ativado porque: ou desconhece, ou é caro (não sei, se calhar é), ou não querem saber.
Pensam assim: "Qual é o drama do meu filho ver esses vídeos no Youtube? Não tem mal nenhum. É só desenhos animados!" Mas...vocês não estão a controlar sempre os filhos, a ver o que eles realmente vêm. Está bem que a probabilidade do miúdo ir parar a outros sítios da net é baixa, mas...não será melhor prevenir? E baixar essa probabilidade para zero? Que brinque com brinquedos. Logo tem tempo de ficar agarrado aos telemóveis.
Contra mim falo. Porque eu própria estou montes de tempo no Facebook, no Instagram, a ver vídeos, no Snap...Mas eu sou eu. Faço a escolha de estar ali. Agora os míúdos não. Da primeira vez que jogaram, não foi porque pediram. (se for preciso ainda nem falam) Foi porque os pais se lembraram que era uma boa maneira de entreter a criança. Deixem-nas correr, serem livres, e acima de tudo, felizes.
Ohhh, gostaram? Claro que sim. Foi assim um fim muito fofinho-querido. Porque eu também sei ser fofinha (mas só às vezes). Espero que tenham gostado. Se gostaram, comentem, senão, façam-no na mesma.
Sem comentários:
Enviar um comentário